VANIL NOIR

2018.07.25 | ESCALADA ALPINA

Ao contrário do que é habitual, o planeamento cuidado e a tempo das nossas aventuras, esta actividade surgiu à última da hora no meio de uma viagem de trabalho à Suíça. Com dois dias extras para “gastar” e estando em plenos Alpes, seria um crime não aproveitar para fazer alguma coisa nesta zona tão emblemática para qualquer escalador/alpinista.

Podendo escolher entre França, Itália ou Suíça, optamos pela última porque os acessos eram mais rápidos e os desafios pareciam mais interessantes face à nossa realidade, o facto de não termos levado qualquer equipamento técnico. E lá fomos nós em direcção ao Vanil Noir.

O Vanil Noir é uma montanha da zona oeste pré-Alpina Suíça e fica localizado na fronteira entre os Cantões Fribourg e Vaud. Com os seus 2,389 metros é o pico mais alto de Fribourg e não só a subida é de tirar o fôlego como as vistas também o são. Apesar de ter sido feito em Julho e a neve ser pouca, é um trilho bastante aéreo com várias passagens expostas e que requerem a máxima atenção. Prova disso é o sinal de trilho alpino logo no inicio a recomendar cuidados acrescidos.

Optamos pelo acesso por Grandvillard em direcção ao refúgio Cabane Bounavaux. Seguindo a tradição de sempre que possível fazer trilhos circulares, ao chegar ao Plan dex Eaux viramos à direita seguindo o caminho em direcção ao Vanil de l’Ecrin para mais tarde virarmos à esquerda pelo acesso à aresta do Vanil Noir. A parte final conta com umas protecções ao estilo Via Ferrata (correntes).
Chegando ao cume é tempo de celebrar e assinar o mítico Livro de Cume presente numa bem construída caixa de inox. Lá ficou mais um registo Rokomondo.

Dada a instabilidade do tempo (ainda apanhamos chuva) iniciamos rapidamente a descida pelo lado oposto em direcção à Tête de l’Herbette e posteriormente ao Tsermon – Col de Bounavelette. Voltamos a passar no Plan dex Eaux já com sol para em passo de corrida fazermos todo o resto do percurso até ao carro.

 

Ponto Alto – A parte final da aresta e chegada ao cume 😌

Ponto Divertido – Na parte do trilho a seguir ao refúgio, o acesso era na altura, mais usado pelas tradicionais vacas do que por pessoas. Isto fez com que o chão estivesse num estado que parecia ter óleo. Era vem quem era o primeiro a cair 😂

Ponto Baixo – Foi pouco tempo numa zona com tanta história de montanha 😞

 

Fica o desejo de voltar com neve, muita neve… 😁
Altamente recomendável!

 

Texto e fotos: Pedro Soares

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