Via Ferrata

Segundo Michele Dalla Palma,  “A via ferrata is the connection point between hiking and climbing” ou seja, esta modalidade faz a ligação entre a marcha de montanha e a escalada. Podemos dizer que Via Ferrata é uma forma mais segura de fazer uma ascensão, pois ao longo do seu percurso podemos encontrar um conjunto de equipamentos fixos que facilitam e aumentam o nível de segurança da escalada propriamente dita. No entanto é imperativo salientar que é necessário ter capacidades e conhecimentos para desfrutar desta actividade que apresenta riscos pelo meio em que se pratica.

 

História
Nos últimos anos tem-se assistido a um aumento considerável quer de entusiastas, quer de locais onde se pode praticar esta modalidade. Mas a história das Via Ferrata remonta a 1843 quando em Dachstein foi criada a primeira “Via Ferrata” recorrendo a pontos fixos de ferro, apoios cavados na rocha e cordas. Mas apesar de durante os anos seguintes ter existido um aumento deste tipo de vias como os casos de Grossglockner em 1869, Zugspitze em 1873, o Heilbronner Way em 1899 e na aresta oeste da Marmolada nos Dolomitas em 1903, foi só durante a 1ª Guerra Mundial e precisamente nos Dolomitas que houve um aumento significativo deste tipo de vias com o objectivo de facilitar o acesso dos soldados. Estas Via Ferrata existem ainda hoje tendo sido alvo de melhorias para as tornar praticáveis segundo as normas actuais. São mantidas pelo Clube Alpino Italiano – CAI.

Actualmente podemos encontrar Via Ferrata na Austria, o país com mais vias instaladas, em Itália, Alemanha, França e Suiça. Em Espanha começa a haver um número interessante de opções e Portugal praticamente não tem expressão neste modalidade ainda que conte com algumas vias sendo possivelmente a de Santa Luzia a mais espectacular.

 

Características
Uma Via Ferrata é uma via de escalada que dispõe de equipamentos fixos nomeadamente um cabo de aço ao longo do trajecto, apoios metálicos para mãos e pés, escadas e pontes (entre outros) que permite aumentar o nível de segurança de quem pratica esta actividade. É necessário o uso de equipamento próprio como o capacete, arnês (baudrier), luvas e kit de Via Ferrata. Apesar do conceito de Via Ferrata ser sinónimo de vias totalmente e permanentemente equipadas, existem casos em que podemos encontrar secções nas quais temos de escalar normalmente como se de uma via de desportiva se tratasse.

Em termos de dificuldade e como acontece na escalada existem diferente escalas, a Italiana, a Austríaca (Kurt Scnall), as Alemãs (Eugen Hülser e Paul Werner) e a Francesa. Existe também a chamada Escala Internacional mas parece que sempre encontramos mais referências à escala Alemã (Eugen Hülser) que varia entre os graus K1 e K6.

No Rokomondo gostamos muito desta actividade pois a mesma permite à maior parte das pessoas com uma condição física razoável, aceder ao mundo vertical da escalada e da montanha com um bom grau de segurança. Quase que podemos dizer que é uma modalidade que é para todos (sem vertigens). Até à data já fizemos em Portugal, Espanha, Suíça e França.

 

Se queres ficar a saber um pouco mais da história e dos graus das Via Ferrata, recomendamos este excelente artigo da autoria de Giuliano Bressan e Claudio Melchiorri do CAI – Club Alpino Italiano.

 

Vemo-nos na parede 😉
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