SERRA DA ESTRELA OU ESTRELA DA SERRA?

2018.02.02 | ESCALADA ALPINA

É curioso, a nossa Serra tem tanto para oferecer e é tão pouco aproveitado.

Desde trekking, a escalada em rocha, Boulder, escalada em Gelo, ski… É verdade que só em alguns anos de “Bons” Invernos é que se calça os crampons e Piolets no entanto é sempre espectacular passear pela Serra.

Esta última actividade foi em Fevereiro deste ano. Para não variar, o tempo não era muito e foi uma actividade flash com direito a tudo: neve, gelo, chuva, nevoeiro, tudo que se tem direito.

Saímos cedo de Lisboa até Rio Maior onde nos encontrámos com o Pedro Bernardes. A equipa aqui do Sul era composta por mim, Pedro dos Santos (Aka Petit), André Antunes (outro suspeito do costume), Inês Estorninho e Pedro Bernardes. Seguimos directos ao Cântaro Magro onde nos encontrámos com alguns amigos de Coimbra. Era tempo de equipar e decidir o que fazer. Às 11h30 estávamos a descer o Corredor da Ponte.

No final do Corredor, demos logo de caras com uma parede “bem montada” de gelo. E decidimos ficar logo por ali para “aquecer” e treinar um pouco. Montámos um top-rope com parafusos de gelo. Foi a primeira experiência para alguns “confiar” neste material. Todos poderam experimentar a beleza do gelo e das marteladas com os piolets.

Descemos até ao Corredor do Inferno, a Estrela da Serra para quem quer iniciar corredores. Este ano estava técnico, com algumas passagens expostas e muito gelo.

Fomos abrindo por lá acima, Pedro Bernardes abre o primeiro lance, eu abro o segundo e depois foi sempre por ali acima. Em algumas passagens colocámos cordas fixas, que se mostraram de uma importância extrema quando um elemento escorregou e ficou preso a esta linha de vida!!! Obrigado parafuso por teres aguentado, realmente “milagres” existem!

Saímos já tarde do corredor. Era a primeira vez de alguns elementos e a noite já nos abraçava. Já não havia luz e os frontais foram companheiros à altura!

Era altura de descer. A equipa do Sul, Petit, Pedro, André e Inês dormiram no Covão d´ametade. O frio estava presente e a chuva também.

De manhã, quando acordámos o nevoeiro acima das nossas cabeças era um marco. Fomos até à pista de Ski onde estacionámos o carro. Por entre o nevoeiro e azimutes tirados para não nos perdermos na volta, descemos o corredor largo até encontrarmos o que nos pareceu ser o único gelo minimamente “escalável”. Como não estávamos contentes com a qualidade do gelo, fizemos Top-Rope mas com ancoragem em rocha, usámos um piton e friends. Foi um misto de aventura e sofrimento. Estivemos sempre debaixo de chuva e vento mas com vontade de trepar o gelo! Acabámos por vir embora debaixo de um dilúvio. Na verdade, o AC do carro foi muito convidativo!

Mais um actividade de treino técnico e psicológico. Que venham mais!

Nota: para esta actividade e para outras que queiram fazer, utilizem o Guia/Livro do Paulo Roxo “Serra da Estrela- Montanhismo e Escalada Invernal”. É uma ajuda incrível com detalhes que fazem a diferença na preparação da actividade.

 

Texto e fotos: Petit

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